Elevada produção mundial derrubou preços do produto. Expectativa para o próximo ciclo é de maior equilíbrio nessa balança
A alta na produção mundial destruiu o preço do açúcar no mercado livre. Com a Ásia “vomitando” milhões e milhões de toneladas do produto, não sobrou ao Brasil outra alternativa senão buscar resiliência no etanol, que vive um momento de alta na remuneração devido a depreciação do real e recuperação dos preços do petróleo.
O resultado foi uma mudança brusca de mix na safra 2018/19. Segundo dados da consultoria Canaplan, 64% da produção de cana-de-açúcar está sendo destinada a fabricação do biocombustível, que deverá chegar ao patamar de 29 bilhões de litros ao final desse ciclo, contra 26,09 bi/l do anterior. Por conseguinte, 10 milhões de toneladas de açúcar serão tiradas do mercado, já que a produção deve fechar em 26,4 mi/ton.
O diretor da Bioagência, Tarcilo Rodrigues, prevê uma mudança no cenário para o próximo ano. Segundo ele, nos últimos 25 dias, o açúcar mudou de patamar. Estava operando na faixa de 10,50 cents por libra-peso e, nesta semana, já opera acima de 14 cents/lb. “Como o etanol também segue com preços bons, acredito que o desenho para a próxima safra será de maior equilíbrio. Com ambos os mercados num crescente, cada unidade deverá ajustar seu mix para o produto que estiver sendo mais viável do ponto de vista técnico.”
Fonte: CanaOnline
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