Os solos arenosos apresentam elevado risco de erosão, baixa retenção de água e baixa disponibilidade de nutrientes. Isso indica que tais solos são de baixo potencial para a cana-de-açúcar e de acordo com os ambientes de produção são predominantemente enquadrados como ambiente E. Nesse caso, para melhorar a produtividade é preciso:
aplicar resíduos orgânicos em superfície;
fazer um bom manejo de palha, evitando deixar o solo exposto e; realizar uma adequada correção em profundidade.
Em várias usinas verificamos que sem manejo apropriado, os solos arenosos, de forma geral, produzem satisfatoriamente apenas até o terceiro corte.
Para aumentar a longevidade desses solos é importante identificá-los na Carta de Solos da usina e tratá-los de forma adequada, inclusive plantando variedades rústicas e resistentes à seca. Outra informação que pode ser extraída da Carta de solos é a distância que esses solos estão em relação à usina, pois no caso de aplicação de torta de filtro e de calcáreo todos os anos, se a distância for muito grande, fica inviável o custo com o transporte/aplicação desses insumos.
Algumas usinas estão inserindo um limite de distância para o arrendamento de propriedades que possuem esses solos, pois de acordo com avaliações econômicas caso ultrapasse tal limite, não se obtém o retorno esperado.
Fonte: Fernando Bertolani - CSolos
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