O segmento de agronegócio contribuiu para minimizar a queda do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro nos últimos anos, mas precisa de financiamento para manter uma agenda de continuidade e de crescimento, de acordo com o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, durante a 16ª edição do Fórum Perspectivas para o Agribusiness, promovido pela B3.
Um dos instrumentos que tem se destacado, de acordo com o executivo, são certificados de recebíeis do agronegócio (CRAs), que triplicaram no ano passado, ultrapassando os R$ 17 bilhões. “Foi o instrumento de renda fixa que mais cresceu no ano e tem se consolidado uma fonte importante de captação dentro do mercado”, disse o presidente da B3, empresa resultante da fusão da BM&FBovespa com a Cetip.
Ao final de abril, segundo ele, o estoque de CRAs chegou a R$ 20 bilhões e há um pipeline “muito grande” de emissores para este ano. Além desses títulos, mencionou o executivo, a B3 oferece ainda outros produtos relacionados ao setor de agronegócios e lança nesta quinta um índice de commodities, em parceria com a S&P e a Dow Jones Indices.
“Trata-se de um índice amplo que retratará o mercado futuro de commodities no Brasil, incluindo boi, café, milho, soja”, explicou Finkelsztain.
Segundo ele, a B3 segue focada em ampliar a liquidez do setor de agronegócios que “definitivamente” ainda não reflete “infelizmente” a relevância do agronegócio brasileiro dentro dos mercados da companhia. Uma das iniciativas da empresa nesta direção, conforme o executivo, é o programa de formador de mercado de agronegócios. São 36 formadores, de acordo com ele, dos quais cinco atuam em mercados futuros.
A B3 tem ainda, acrescentou Finkelsztain, dois programas de incentivo, um dedicado a corretoras que atuam no setor de agronegócios o outro com foco nos investidores. Lembrou ainda que é o primeiro evento da marca B3, lançada há dois meses, no setor de agronegócios.
Fonte: Estadão Conteúdo
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